Gerações anteriores só liam as obras cobradas pela escola; agora, a prática é diferente: são sites, redes sociais, SMS e e­mails

1_sinovaldo_para_1501_2015_cmyk-559606

No bolso do jeans, um BlackBerry. Na escrivaninha do quarto, um laptop. Dentro da mochila da escola, um iPod Touch com conexão wireless. Tudo ao redor dos jovens de hoje oferece conexão 24 horas por dia nas mais diversas redes sociais. Como deixar de lado todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar à leitura de um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras e letras inertes, exigindo concentração para serem decifradas?

Mariana Mandelli- O Estado de São Paulo

O conto O Enfermeiro está, certamente, entre os melhores contos de Machado de Assis. Narrado em primeira pessoa a um interlocutor imaginário, é a história do último enfermeiro do rabugento coronel Felisberto, que esgana seu indócil paciente.o-enfermeiro-machado-de-assis-1-728

Sofre o drama de consciência, intensificado pela herança do pecúlio do velho, mas a culpa arrefece quando se vê reconhecido por sua dedicação extrema. São todos exemplos maduros do realismo machadiano.

O narrador nos relata a história de uma vez em que tinha ido trabalhar como enfermeiro para um riquíssimo senhor de nome Felisberto. Era tão rico quanto ranheta, o que havia motivado os inúmeros pedidos de demissão de enfermeiros anteriores. Por causa disso, o narrador é tratado pelo padre da pequena cidade interior em que estão com toda a atenção, já que é quase a última esperança.

Texto_para_leitura_O_Enfermeiro

Motivo- Cecília Meireles

download
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Cecília Meireles

images

Til- José de Alencar

til-divulgacao

Publicado inicialmente em 1872, José de Alencar documenta neste romance de sua fase regionalista (junto a O Gaúcho, O Sertanejo e Tronco do Ipê) o cotidiano numa fazenda do interior paulista do século XIX.

Berta, também conhecida pelo apelido Til, é a típica heroína romântica de alma bondosa que se sacrifica em prol de todos.

 

As Borboletasdownload

Brancas, Azuis, Amarelas E pretas
Brincam Na luz As belas Borboletas
 
Borboletas brancas
São alegres e francas.
 
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
 
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
 
E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!

A Tarefa de casa é fundamental para fixar conteúdos.

charge

Nuvem de tags

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 33 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: